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8 de março de 2013

Os movimentos da natureza e seus aspectos em nosso corpo

Os antigos, na China, desenvolveram uma teoria dos 5 elementos, observando os movimentos da natureza e suas influências no corpo humano (órgãos e vísceras) e no todo. Cada movimento possui, em sua natureza, características que podemos observar no cotidiano, atentando-nos às emoções, preferências ou por determinados sabores, cores, odores, estações... É a ciência da Vida em plena manifestação!!


FOGO

Seu órgão e víscera correspondentes são o Coração e Intestino Delgado. Eles são responsáveis pela sanidade mental e discernimento, respectivamente. Um coração são sabe por onde ir, quando parar e quando continuar. Um intestino delgado saudável é responsável por separar o puro do impuro e isso também se dá no dia a dia: sim, é ele quem nos ajuda a discernir, a separar as coisas e colocá-las em seus devidos lugares. 

Conseguimos enxergar essa característica no Fogo se lembrarmos que seu clarão nos ilumina as ideias. Nada como sentar em silêncio em uma fogueira para ajudar a esvaziar a mente. Existe até uma técnica de meditação que consiste em se concentrar na chama da vela, para ajudar na concentração. Quem gera esse elemento é a Madeira. Sim, não é a lenha que faz a fogueira queimar? Sua estação é o Verão, sua emoção é a Alegria e sua cor é o Vermelho. Sua forma de expressão é a fala. Tudo bem Yang, não é verdade? Quando em excesso, manifesta-se em forma de ansiedade, desconcentração, agitação. Em seu estado harmônico, podemos desfrutar da vida alegremente, confiantes e presentes. 

O Fogo é atividade e expansão. É calor humano, beijo na boca e paixão. Alimentos vermelhos e amargos tonificam esse elemento. A salsinha o harmoniza. O alecrim nutre seu aspecto mais Yang, mais quente, mais ativo, e a Sálvia, seu aspecto mais Yin, mais frio, mais quieto. 


TERRA

Quem gera esse elemento é o senhor lá de cima: Fogo. Já viu para onde vão as cinzas? Então! Quem o controla é a Madeira. Sem ela, a Terra se esvai e existe a erosão, não é verdade? Ele está no centro. Seu órgão e víscera são Baço e Estômago. Essa dupla tem como função transformar os alimentos que recebem em energia e sangue. É gerador! Eles precisam de calor para trabalhar, por isso é tão importante dar preferência aos alimentos cozidos e pratos quentes, antes de ingerir os de natureza fria (frutas, legumes crus, folhas, etc.). As raízes os fortalecem e alimentos amarelos e doces também. Além de erva-doce, açafrão, angélica e alcaçuz. 

Esse elemento tem a característica de cuidar, nutrir e pode ser depauperado quando saímos de nosso centro, tiramos demais nosso pé do chão, por excesso de preocupação com o outro. O pensamento obsessivo é um dos fatores que enfraquecem todo o seu trabalho. A meditação e a presença ao se alimentar são, portanto, ótimos tônicos para a Terra. Sua forma de expressão é a reflexão, o intelecto. Sua cor é o Amarelo e podemos nos conectar com ele diariamente durante as refeições e com uma boa caminhada na Natureza ou uma leitura debaixo de uma árvore. É o Baço e Estômago que produzem nossa essência pós-celestial, ou seja, nossa energia para viver. 



METAL

Seus órgão e víscera são o Pulmão e Intestino Grosso. Assim como o Metal vem das profundezas, o Pulmão carrega essa característica de “mergulho”: a introspecção, o autoconhecimento, nossa autorrelação. Quando estamos atentos e presentes na respiração, estamos presentes em nossa morada. Estamos dentro de nós mesmos. Metal lembra riquezas e uma das funções do Pulmão e Intestino Grosso é promover justamente o desapego. Sim, ele é responsável por deixar ir e vir. Inspira... Expira...

Sua cor é o branco, seu sabor é o picante. Alimentos com essa cor e sabor o tonificam. Gengibre, hortelã, rúcula, agrião têm preferência por ele. Sua forma de expressão é o canto. A tristeza o acomete e por isso, é tão importante chorar: é uma forma de limpeza e desapego. 


ÁGUA

Seu órgão e víscera são os Rins e Bexiga. A natureza da água é maleável. Passa por todos os obstáculos e segue rumo ao seu destino, logo, sua “emoção” é a Força de Vontade! Ao mesmo tempo, é muito ligada ao medo: quem é que nunca sentiu medo de ir á luta?! Sua cor é azul e seu sabor salgado. Cravos, gergelim, algas, água, alimentos escuros o fortalecem. 

Sua natureza é muito ligada à fertilidade e sexualidade e sua forma de expressão é também o suspiro. Os ciclos da vida são regidos pelos Rins, assim como os ossos, os ouvidos e os cabelos. Nossa medula também. Sim, esses aspectos mais ancestrais e resistentes. É nos Rins que está armazenada nossa essência. Nossa identidade pré-celestial. Nosso banco de dados. 


MADEIRA

Seu órgão e víscera são Fígado e Vesícula Biliar. Sua natureza é de ascensão. Avante! Coragem! Ação! Não são assim, as raízes? Flexibilidade também caracteriza esse elemento. Sua cor é verde e seu sabor é o azedo. Sua forma de expressão é o grito. Logo, a raiva reprimida danifica o Fígado, já ela bem expressada, libera a estagnação do mesmo. Ele é quem guarda o sagrado sangue menstrual, logo, as cólicas e tensões desse período estão intimamente ligadas á esse órgão. 

Casca de limão ajuda a liberar essas tensões. Alimentos verdes e frescos o ajudam também. Ele gera o Fogo e quem o gera é a Água. Já viu planta viver sem Água? Ele se manifesta nos olhos e sua estação é a Primavera. É o poder criativo, criador e corajoso. 

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Bom, é assim. Chamamos de movimentos porque são forças vivas da Natureza. Forças presentes e ativas em nós. Basta observar, viver e ancorar: Fogo gera Terra, que gera Metal, que gera Água, que gera Madeira, que gera Fogo. Coração alimenta o Baço (uma boa mente = uma boa digestão), que alimenta Pulmão (uma boa digestão garante um bom funcionamento do Pulmão, que precisa espalhar essa nutrição pelo corpo, junto com o Coração), que alimenta os Rins (depois de trabalhado, o ar respirado desce aos Rins, que ancorado e esquentado retorna para os órgãos acima – baço e estômago -, ajudando-os em seu trabalho), que alimenta o Fígado (um bom funcionamento dos Rins, garante um fluxo suave da energia que o Fígado necessita para trabalhar, espalhando esse fluir, para todo o corpo trabalhar em harmonia), que alimenta o Coração (o fluxo suave oferecido pelo Fígado garante um bom funcionamento do Coração em governar o Sangue em nossas veias). 

Coração/Fogo controla Pulmão/Metal (Fogo derrete Metal; Coração alegre = Pulmão sem tristeza), que controla Fígado/Madeira (Metal corta Madeira; Pulmão, respiração, alivia raiva e desobstrui Fígado), que controla Baço/Terra (Madeira segura Terra; Fígado, com seu fluxo suave de energa, ajuda Baço e Estômago a transformarem os alimentos), que controla Rins/Água (Terra segura Água; Baço gera nutrição pós-celestial que é armazenada nos Rins). 

Complicado? É a teia da vida. É a dança dos Elementos. Essa é a ciranda onde tudo é interligado e interdependente. Uma emoção puxa e cura uma outra. Um órgão gera e controla um outro. Todo mundo de mãos dadas.


Referências
Os Fundamentos da Medicina Chinesa – Giovani Maciocia 
O Manual do Herói – Sônia Hirsh

29 de agosto de 2012

Relato do encontro Sahasrara - "Os 7 centros de energia"

Olá, interagentes.

Na última segunda-feira, dia 27 de agosto, vivenciamos os estudos e práticas do chakra coronário (Sahasrara) do nosso módulo "Os sete centro de energia e as medicinas naturais...". A predominância do silêncio foi o marco do encontro. Iniciamos com uma prática de Qi Qong, um trabalho de harmonização, integração, limpeza e proteção (um dos muitos instrumentos da Medicina Chinesa) e seguimos com a prática de Yoga, onde nosso mediador, foi nos guiando através apenas de gestos. Finalizamos a prática com um momento de profunda introspecção e harmonização, ao som da Kalimba.

Logo em seguida, fizemos uma curta roda de saberes, onde pudemos ouvir e falar um pouco da teoria relacionada a esse centro. Foi unânime a opinião do grupo que é um centro muito particular, onde quase não se fala e muito se sente, por se tratar da conexão direta com o todo o "seu encontro com o divino", onde cada um desenvolve de sua forma. Aprendemos alguns pontos da Acupuntura localizados nessa região, no topo da cabeça, e seus nomes e funções.

O silêncio e a introspeção estavam tão presentes. De de forma espontânea, trouxemos um canto, onde todos puderam sentir e entoá-lo, trazendo a tona toda a sutileza interior de cada um no momento. Continuamos com uma prática de meditação guiada, seguida por momentos de dança e recolhimento, todos com olhos vendados e em silêncio, apenas fluindo de acordo com a música tocada e as palavras evocadas. Foi um momento muito forte, com sorrisos, lágrimas e emoções desenterradas, graças aos preciosos remédios caseiros e únicos: Respiração e Silêncio. 

Encerramos a prática e, ainda com a suavidade do momento no ar, seguimos com uma troca de "bençãos" (reiki, energização), onde todos puderam experimentar, reconhecer e vivenciar o "terapeuta interior" de cada um. Trocamos passes, reikis, deeksha, bençãos, palavras, toques e massagens, ancorando juntos a divindade interior de cada um.


Sem palavras para descrever esses momentos finais. Finalizamos com o momento bastão, onde pouco foi falado, mas muito foi sentido. Esse último encontro foi, de fato, um dos mais profundos. Agradecemos de coração a todos os interagentes que acreditam, acompanham e se integram às vivências do Eu Livre. Gratidão ao Universo pela oportunidade.

Fiquem atentos!!

Encerraremos o módulo com um encontro ao ar livre, num lugar celebrativo, onde vamos poder relembrar e vivenciar cada centro e suas particularidades, com nossos instrumentos naturais: acupuntura, yoga, massagem, alimentação, cantos, danças e muito amor. Quem não compareceu a nenhum dos encontros anteriores, também pode chegar! A vivência terá o valor de R$ 25 reais (práticas e contribuição para o espaço). Venham com roupas confortáveis e tragam canga, tapetinho de yoga, frutas, disposição e coração aberto. Logo em breve, divulgaremos sobre nosso encontro final.

Um abraço e até breve!

12 de junho de 2012

Novo espaço

Atenção, interagentes!

O Projeto Eu Livre deu uma pausa na vivência "Os 7 centros de energia e as medicinas naturais - uma abordagem prática". Essa breve pausa é em virtude da mudança de local. A partir de julho, reiniciamos nossas atividades em um novo espaço, criado coletivamente para atender com conforto e bem-estar aqueles que entrarem na nossa ciranda. 

O Eu Livre e mais três projetos parceiros (Casa Moringa, Capoeira Semente Jogo de Angola e Espaço Motirô) estarão juntos nesse novo espaço, gerido de forma colaborativa e coletiva. A nova sede ficará na mesma quadra de onde vinham sendo realizadas as vivências (QSB 12/13 - Taguatinga Sul, antigo Mercado Sul).


Aguardem, em breve divulgaremos novidades sobre o espaço e sobre a programação do encontro sobre o Chacra Anahata. Novidades e convidados especiais vêm aí.

Como diz uma canção: "A união é a força". 

Até breve!
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30 de maio de 2012

Relatos do 2º encontro "Os 7 centros de energia"

Nessa segunda-feira, 28 de maio, entramos em contato com nosso segundo centro de energia: o Chacra Swadisthana (A grande Água). Iniciamos como de costume com uma harmonização com Yoga, ministrada pelo mediador Moisés Cintra. Trabalhamos a respiração no baixo ventre e posturas ativando esse centro, como a "respiração do fogo". Foi notável o calor gerado no espeço correspondente a este chacra, localizado a uns três dedos abaixo do umbigo. Finalizamos a prática com uma meditação ao som de um didgeridoo, instrumento que nos remete a um som muito antigo e ancestral.

Demos continuidade com nossa curta palestra em roda, com imagens e informações teóricas, com a mediadora Dione Ferreira e alguns embasamentos da Medicina Ocidental com Mariana Almeida. Nessa roda de saberes, fizemos uma relação entre a visão Ocidental e Oriental dos chacras, com aspectos da Medicina Chinesa, dos órgãos relacionados a esse centro (Rins e Bexiga), do elemento (Água), das funções e ervas que harmonizam esses aspectos. Foi muito presente neste encontro as trocas e percepções sobre a Água, a sexualidade, as fases da Lua, os ciclos femininos, a criATIVIDADE, a força de vontade e a maleabilidade (característica do elemento do dia), entre outros assuntos. 

Num terceiro momento, a mediadora Dione Ferreira trouxe como prática do dia a construção artesanal de um móbile ("olho de deus"), onde pudemos juntos, mergulhar na criATIVIDADE, aspecto tão falado durante a noite. Ao mesmo tempo, continuamos a trocar experiências e percepções. Quem ainda não chegou à vivência "Os 7 centros de energia", pode chegar, a roda está aberta. Esperamos sempre por mais saberes cotidianos: nosso tempero principal.

Observação: Neste encontro não tivemos fotos, devido falhas técnicas. Fica pra próxima.

Até breve, interagentes.

20 de março de 2012

1º encontro da vivência Aprendendo com a Vida

Foi com alegria que realizamos na noite dessa segunda-feira (19/03) o primeiro encontro da vivência Aprendendo com a vida - uma ressignificação da visão saúde/doença, voltada especialmente para o feminino. Numa roda de prosa e de integração, ambientada no Espaço Cultural Mercado Sul, em Taguatinga, oito mulheres participaram das práticas e conhecimentos oferecidos pelo projeto Eu Livre.

Após um momento de harmonização e apresentação da nossa proposta, da equipe e de cada uma das interagentes participantes, dialogamos sobre os conceitos que temos a respeito de saúde/doença na sociedade moderna. Foi unânime entre todas o quanto esquecemos, na correria do dia a dia, do instrumento mais simples e precioso que nos leva para mais perto de nós mesmas: a respiração.


Essa ferramenta orgânica, gratuita, portátil e democrática, a respiração, foi o tema ancorado no primeiro encontro desse módulo, que é INTEGRAÇÃO. Despertamos juntas para um dos grandes focos do projeto que é o mergulho no interior, lugar onde tudo encontramos, curamos e integramos.

"No caminho da prática, adotamos a convicção de que a doença se origina dentro de nós, portanto, a cura deve vir do mesmo lugar. Concluímos que a falta de paz, o desconforto ou a doença são razões suficientes para penetrarmos mais fundo dentro de nós mesmas, examinando onde é preciso fazer alterações para curar nossos corpos, nossos sentimentos ou nossas vidas. 

Aceitamos a dor ou o desconforto como um trabalho a ser feito, sabendo que, para levá-lo a cabo, precisaremos pesquisar o assunto e a nós mesmas. Cada um de nós é um ser único. Ninguém pode fazer o dever de casa em nosso lugar. Não podemos se quer depender da benevolência do universo para nos salvar. O universo nos dará apoio e nos ajudará, revelando seus ritmos sagrados. Ele nos fará enxergar onde foi que saímos do ponto de equilíbrio e sempre nos permitirá o realinhamento com este ponto. Mas é preciso fazermos o trabalho de autoquestionamento e de cura apropriado para nossa vida interior e exterior.”

O caminho da prática – a cura feminina pela alimentação, pela respiração e pelo som (Bri. Maya Tiwari)

Partimos para a prática com uma relaxante aula de Yoga, onde podemos entrar em estado de atenção na respiração, em comunhão com todos os sentidos, com o aroma do ambiente, o som, as sensações do nosso corpo e a consciência corporal. Tudo dentro dos limites de cada interagente.

Depois de harmonizadas, integradas consigo e com o grupo, realizamos uma pequena palestra com base na milenar Medicina Chinesa e seus conceitos e saberes sobre a função e características dos órgãos e relação desses com nossos aspectos emocionais e físicos. Nessa perspectiva, abordamos a relação de cada órgão com a alimentação, despertando o cuidado com a funcionalidade daquilo que é ingerido pelo nosso organismo.

Finalizamos a noite com um chá de erva-cidreira (que tonifica o baço-pâncreas, responsável pelo intelecto e pela disposição) e uma aconchegante roda de prosa, onde fizemos o momento do bastão, onde todas falam e escutam. Compartilhamos sensações, desejos, impressões, expectativas e até segredos! 

Com muita emoção, apertamos os laços, nos sentimos em casa e abrimos espaço com muita confiança, para que cada uma traga, ao longo da vivências, experiências, dúvidas, receitas e segredos relacionados à  saúde como um todo (mental, emocional, física e espiritual). Esse foi o impulso para que possamos viver a Educação Popular em Saúde com propriedade, onde todos ensinam e todos aprendem nessa infinita roda de troca de saberes.

A próximo encontro da vivência Aprendendo com a vida - uma ressignificação da visão saúde/doença terá o tema Elementos (Teoria dos 5 Elementos [da natureza] da Medicina Chinesa). Também vamos abordar e vivenciar conceitos relacionados aos CHAKRAS (com base na medicina ayurvédica). A vivência terá Yoga, com Moisés Cintra; teoria e realinhamento dos chakras, com Dione Ferreira; e palestra sobre os Elementos, com Mariana Almeida. para finalizar a noite, claro, momento do bastão e chá da noite. 

OBSERVAÇÃO
As mulheres que não participaram desse primeiro encontro, podem ainda integrar nossa primeira turma a partir da próxima vivência, que será realizada no dia 26/03. Ao final desse módulo, entregaremos uma material com todo o conteúdo abordado nos encontros. Dúvidas a respeito de valores, entrem em contato para esclarecimentos. 

Quem for no próximo encontro, já pode realizar a inscrição em nosso formulário virtual.

"O despertar da consciência é individual, mas o resultado é coletivo." 
Vovó Maria Alice (Conselho Internacional das Treze Avós)

18 de novembro de 2011

Educandário recebe 1º vivência Eu Livre

Em setembro de 2011, com os pés fincados no caminho natural do tempo, o Projeto Eu Livre – Educação em Saúde espalhou suas primeiras sementes no Educandário Eurípedes Barsanulfo, em Sobradinho (DF). As atividades iniciaram em uma reunião de apresentação da proposta para pais e alunos. No evento, foi discutido o tema alimentação terapêutica, partindo do princípio de que muitas das mães tinham pouco tempo para se dedicar a essa questão ou pouca via de informação sobre a mesma.

A partir do relato de cada mãe, e com enfoque na Educação Popular, foi realizada a troca de experiências a respeito das principais queixas, saberes e práticas envolvendo a alimentação. O grupo de educadores, formado por estudantes da Medicina Tradicional Chinesa, utilizou princípios milenares para abordar os questionamentos, princípios esses que veem a saúde, o meio ambiente, o modo de vida e as emoções como fatores importantes a serem considerados e avaliados. Na perspectiva da alimentação terapêutica, foi esclarecido que "tudo me é permitido, mas nem tudo me convém".

Juntos, o grupo formado por mães e educadores foi desvendando os não mistérios do corpo, os movimentos inerentes a cada um e aos alimentos e ervas presentes no cotidiano e na realidade social, cultural e ambiental do DF. Desse primeiro contato, os encontros passaram a ser realizados uma vez por semana, atendendo aos pais interessados, sedentos por novas informações e felizes em saber que agora poderiam compreender melhor o funcionamento do corpo, modificando, assim, hábitos de forma simples e ativa. Como disse uma das mães: “Ótimo, agora poderei dizer: quem sabe do meu corpo sou Eu!”.


Com alunos do oitavo e nono ano do ensino fundamental, com idades entre 13 e 15 anos, foram realizados dois encontros, com dinâmicas baseadas nos cinco movimentos naturais abordados na Medicina Chinesa, presentes em tudo e em todos. Por meio da dança e de uma prosa leve, foram ancoradas em conjunto as características desses movimentos. As dinâmicas funcionaram como introdução para as oficinas de Tuiná (massoterapia), que serão realizadas em 2012, onde serão trabalhados a automassagem, a autopercepção, o ancoramento dos elementos, a consciência corporal e o cuidado/respeito com o corpo, 'templo' do outro.


Os adolescentes participaram com muita recepção e curiosidade das dinâmicas, percebendo seu próprio corpo e descobrindo maneiras simples de disseminar o que aprenderam, como 'massagear as dores de cabeça da mãe'. Ao final dessa primeira experiência, foi realizada uma roda de percepções, momento em que que muitos relataram as sensações do autotoque, do silêncio, do repouso e da atividade proporcionada por cada elemento (metal, madeira, terra, água e fogo). 

Alguns relatos:

“As orientações e o atendimento oferecidos propiciaram uma melhora da qualidade de vida. Os alunos, pais e professores envolvidos avaliaram positivamente a atuação do grupo e gostariam de continuar sendo atendidos no projeto...” - Guaraciaba (diretora da escola).

“Foi bom e divertido. No momento em que estávamos praticando a massoterapia, relaxei muito...” - Raíto (aluno do 9° ano).

“Adorei as orientações quanto aos hábitos alimentares. Estou seguindo as dicas, conforme a disponibilidade de tempo e local de trabalho, mas quando estou em casa faço conforme a prescrição da dieta...” - Guana (mãe de aluno do 9° ano).

“Grupo entusiasmado e extremamente motivado a melhorar a saúde do corpo e do espírito. Atenciosos e simpáticos, respondem aos questionamentos de cada paciente com extrema atenção, usando os métodos ensinados pela “alimentação terapêutica”. Melhorei muito minha disposição e problemas que eu tinha pela má qualidade dos alimentos ingeridos. Excelente!...” - Adriana (professora na escola e mãe de alunos do 4° e 7° anos).

Abraços, interagentes!